História clínica
Condições de saúde, antecedentes e acontecimentos relevantes ao longo da vida.
Minha abordagem
A idade cronológica é uma informação. Não é um plano de tratamento. Cada pele, cada corpo e cada história atravessam o tempo de uma forma diferente.
01 · Compreender antes de tratar
Uma mesma queixa pode ter características diferentes em pessoas diferentes.
Por isso, compreender o contexto vem antes de definir uma conduta.
02 · Primeiro, escutar
A consulta começa pela sua percepção: o que mudou, quando você começou a perceber essa mudança, o que incomoda, o que deseja melhorar e, igualmente importante, o que deseja preservar.
Depois, ampliamos esse olhar para informações que podem ser relevantes para compreender melhor aquele momento.
O objetivo não é procurar uma explicação única para tudo, mas reunir informações suficientes para tomar decisões mais individualizadas e responsáveis.
Olhar o conjunto ajuda a compreender melhor cada parte.
De acordo com a queixa e com os achados da consulta, podem ser considerados:
Condições de saúde, antecedentes e acontecimentos relevantes ao longo da vida.
Sono, alimentação, atividade física, exposição solar e outros aspectos que possam ter relação com o que está sendo avaliado.
Uso atual ou recente de substâncias que possam ser relevantes para a avaliação.
O que já foi realizado, como o organismo respondeu e quais resultados foram percebidos.
Características observadas durante a avaliação dermatofuncional.
Quando pertinente, informações relacionadas à distribuição dos tecidos e às mudanças corporais ao longo do tempo.
Força, função e outros aspectos musculoesqueléticos quando relacionados à avaliação fisioterapêutica.
Resultados recentes podem complementar a compreensão do contexto quando forem pertinentes à queixa e à atuação profissional.
Nem todos esses elementos precisam ser investigados em todas as pessoas. A própria consulta ajuda a definir o que é relevante em cada caso.
04 · Avaliação
A avaliação dermatofuncional permite observar características da pele, face, corpo e tecidos relacionadas à queixa apresentada.
Quando a dimensão muscular ou funcional também é relevante, a avaliação fisioterapêutica pode ampliar essa compreensão.
O objetivo é transformar percepções isoladas em informações que possam orientar uma decisão clínica.
05 · Quando os exames podem contribuir
Exames complementares não substituem a consulta e não são solicitados simplesmente para criar uma lista extensa de informações.
Quando pertinentes e dentro do campo profissional, podem contribuir para esclarecer aspectos específicos identificados durante a avaliação ou complementar informações importantes para a condução do cuidado.
Se você já possui exames recentes, eles podem ser considerados durante a consulta quando tiverem relação com o que está sendo investigado.
06 · Interpretar antes de intervir
Depois de reunir história, avaliação e, quando pertinentes, informações complementares, é possível estabelecer prioridades.
O que realmente merece intervenção?
O que pode ser acompanhado?
O que não precisa ser tratado?
O que exige avaliação de outro profissional?
E quais expectativas são compatíveis com aquilo que podemos alcançar?
Essa etapa é importante porque uma tecnologia pode ser excelente e, ainda assim, não ser a escolha adequada para aquela pessoa, naquele momento.
07 · Definir objetivos
Antes de definir recursos ou procedimentos, precisamos estabelecer o que estamos tentando alcançar.
Os objetivos são construídos a partir da avaliação, das possibilidades terapêuticas e daquilo que é importante para você.
É nesse encontro entre necessidade, evidência, possibilidade e preferência que a decisão começa a tomar forma.
08 · Plano de cuidado
Somente depois das etapas anteriores são discutidas as possibilidades de cuidado.
Um plano pode envolver diferentes recursos, combinações ou etapas — e também pode concluir que determinada intervenção não é necessária naquele momento.
Quando houver indicação, explico o objetivo de cada estratégia, suas possibilidades, limitações e como ela se encaixa no planejamento.
09 · Acompanhar
O organismo muda. As prioridades mudam. E a resposta a uma intervenção também precisa ser observada.
Por isso, quando o acompanhamento é indicado, ele permite avaliar evolução, resposta ao cuidado e necessidade — ou não — de ajustes.
O plano não precisa permanecer igual apenas porque foi definido no início.
Ele acompanha a pessoa.
Consulta dermatofuncional